segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sonho n.6 A casa no campo ano 2006

 
Quando dávamos uma volta de carro pelo Norte, de noite, fomos apanhados por
um temporal.
Chovia torrencialmente, tanto que os limpa - brisas não conseguiam tirar toda a água; e a visibilidade era muito reduzida.
Queríamos parar; mas, onde nos encontrávamos, parecia um rio, tanta era a água que corria.
Deveríamos encontrar um lugar habitado e possivelmente num alto.
De repente, vi à direita uma estrada ligeiramente em subida.
Deixámos a estrada nacional e metemos por aquela.
Andámos, andámos, até que a subida acabou e aonde chegámos vimos uma casa.
Era uma casa isolada, mas sempre uma casa.
Aproximámo-nos da porta de entrada e, deixando a minha mulher no carro, fui lá bater. Ninguém respondeu.
Debaixo da porta vislumbrava-se um clarão, sinal de que era habitada.
Voltei a bater com mais força...e a porta abriu-se.
A porta abriu-se, mas ninguém a abriu.
Dado que água continuava a cair a cântaros, fiz sinal a Maria para sair do carro e entrar em casa.
Teríamos esperado os donos, abrigados do mau tempo.
Dentro havia uma lareira acesa, da qual emanava um bom calor; no meio da casa, havia uma mesa posta (simplesmente) para dois; por isso supusemos que naquela casa viviam duas pessoas.
No meio da mesa estava uma panelinha de onde saía um cheirinho, que abria o
apetite.
Fazendo de mal educado, levantei a tampa e vi uma sopa não sei de quê, mas que parecia dizer: come-me...come-me...
Esperámos ainda um pouco mais, pela chegada dos donos da casa.
Como não chegou ninguém, decidimos comer um pouco de sopa.
Comemos, mas ao mesmo tempo com temor da reacção dos donos.
Acabámos de comer e pensámos partir.
Tinha parado de chover e o céu tinha aclarado.
Deixei 10€ sobre a mesa a entrámos no carro.
Meti a chave, mas o motor fazia vuu, vuu, vuu, mas não trabalhava.
Experimentei mais que uma vez até que o motor se afogou.
E agora?
Fazia frio e não tínhamos nada para nos cobrir.
A única coisa a fazer era voltar àquela casa.
Tornámos a entrar. A mesa estava levantada, havia uma toalha e no meio...os meus 10€.
Quando tínhamos voltado para o carro, tinham voltado os donos.
Mas onde estavam agora?
Chamámos, chamámos; ninguém respondeu.
Naquela casa havia dois quartos de dormir, ambos com cama de casal.
Se ocupássemos um, não daríamos incómodo.
Deitámo-nos e pouco depois adormecemos.
Na manhã seguinte, havia um belo sol (entrevia-se pelas persianas).
Levantámo-nos, lavámo-nos e dirigimo-nos para a cozinha.
Naquela casa havia uma cozinha, dois quartos e uma casa de banho.
Na mesa estavam duas chávenas de café com leite, pão torrado ainda quente e um tigela de marmelada.
A mesa estava preparada para nós; mas por quem? Se não estava lá ninguém!
Maria disse que os donos se deviam ter levantado antes de nós e, depois de nos terem preparado o pequeno almoço, foram trabalhar.
Comemos com prazer, e depois de acabarmos, levantámos a mesa. Maria lavou as chávenas e, antes de sair, deixei 20€.
Saímos, mas...o carro não estava lá.
Mas eu tinha a certeza de o ter deixado diante da porta de entrada.
Onde é que tinha ido parar?
Maria disse:”Certamente foi o dono da casa que o mudou de sítio, e pô-lo protegido debaixo de um alpendre”.
Demos a volta à casa, mas...nem alpendre, nem carro.
Tinham-no-lo roubado!
De novo defronte da casa fiz uma descoberta: não havia estrada.
E no entanto tinha que haver.
Lembrava-me de, embora fosse escuro, ter seguido por uma estrada, que não era asfaltada mas sempre estrada era.
E agora onde é que estava?
Via-se somente erva. Erva, a perder de vista...
Começámos a andar, e afastando-nos aí uns 200 metros, sempre tendo a casa debaixo de olho, demos a volta.
Não se via mais nada; só erva ....era um nunca acabar...
Mas, onde é que tínhamos vindo parar?


                                                                   

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